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Incêndio em carro elétrico: dados do Brasil e como conter o fogo

AVS Mercantil · Blog técnico · Atualizado em

Incêndio em carro elétrico ainda não tem estatística nacional consolidada no Brasil, mas exige preparo: o Corpo de Bombeiros de São Paulo descreve esse tipo de fogo como de difícil extinção, com grande consumo de água, gases tóxicos e alto risco de reignição. A prevenção começa na recarga instalada conforme as regras dos bombeiros. Na contenção, a manta antichama entra como recurso complementar: não foi contemplada na Diretriz Nacional dos bombeiros, embora a compra não seja proibida, e pede equipe treinada. A AVS Mercantil vende o cobertor antichama veicular.

Incêndio em carro elétrico: qual é o risco real?

Incêndio em carro elétrico pede atenção, não alarme. Em testes feitos pela ABVE com o Corpo de Bombeiros de São Paulo, 10 carros elétricos foram incendiados, e a conclusão divulgada pelo coordenador do grupo de trabalho sobre segurança da ABVE foi que o fogo gerado é similar ao de um modelo a combustão.

A diferença está na bateria. Em minuta publicada no Diário Oficial em abril de 2024, segundo o Poder360, o Corpo de Bombeiros de São Paulo afirmou que incêndios em veículos elétricos são de difícil extinção e exigem grandes quantidades de água. Segundo a corporação, a ocorrência produz gases tóxicos e tem alto risco de reignição.

Por isso o cuidado se divide em duas frentes: prevenir, com recarga instalada conforme as regras dos bombeiros, e estar preparado para responder, com pontos de desligamento sinalizados, brigada treinada e meios de contenção adequados ao local.

O que dizem os dados sobre incêndio em carro elétrico no Brasil

A frota cresce rápido. Segundo a ABVE, a frota eletrificada circulante no Brasil chegou a 950.183 unidades até agosto de 2026, somando a série histórica iniciada em janeiro de 2012. Só em agosto de 2026 foram 57.386 emplacamentos, e os modelos 100% elétricos (BEV) bateram recorde mensal com 27.166 unidades. Restavam 49.817 veículos para o país atingir 1 milhão.

Já os incêndios não têm contagem nacional. Até a data desta publicação, não localizamos estatística nacional consolidada de incêndios em carros elétricos divulgada por Corpo de Bombeiros ou órgão federal. O portal evdrops afirmou em março de 2026 que ainda não há dados sobre o Brasil, porque esses incêndios ainda são um traço estatístico dentro dos incêndios veiculares.

O que existe são casos noticiados e testes controlados, que não formam estatística. No estado de São Paulo, dois casos recentes e um teste:

  • São Sebastião, litoral norte: em 16 de julho de 2026, um carro elétrico foi destruído pelo fogo dentro da garagem de uma residência. Ninguém se feriu e a causa ficou a cargo da Polícia Civil (ContraFatos).
  • Campinas: na noite de 31 de agosto de 2026, um carro elétrico pegou fogo no estacionamento de um condomínio. O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas, ninguém se feriu e a origem do fogo seria investigada (VTV News e Sindiconet).
  • Testes em Franco da Rocha: a ABVE e o Corpo de Bombeiros de São Paulo incendiaram 10 carros elétricos, com análises feitas por bombeiros de Franco da Rocha. Nenhum tipo de bateria apresentou incêndio mais intenso que o de um carro a combustão, e na bateria LFP, mesmo perfurada, saiu grande volume de fumaça, mas não houve fogo (AutoData, outubro de 2025). A Escola de Bombeiros da cidade tem um laboratório de alvenaria que simula uma garagem (Sindiconet).

Por que o fogo na bateria de um veículo elétrico exige cuidado

Especialistas brasileiros ouvidos pelo Terra em maio de 2026 explicam o mecanismo. A chamada fuga térmica é uma reação autossustentável que se propaga de uma célula para outra. Como a bateria fica protegida e selada, o acesso direto às células é limitado, e o calor interno continua alimentando a reação.

O resultado é um fogo que pode voltar depois de parecer apagado. Por isso os especialistas falam em resfriar a bateria por completo, e os bombeiros de São Paulo apontam alto risco de reignição.

Os gases também pesam: os testes que embasaram a diretriz nacional dos bombeiros incluíram a análise dos gases tóxicos liberados na combustão e das águas residuais do combate.

As técnicas evoluem. O Major Ronaldo Ribeiro, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, afirmou que a corporação adaptou técnicas vistas no exterior e já conseguiu reduzir em 25% o uso de água no combate.

Como prevenir e conter: o que orientam os bombeiros

Em nível nacional, o conselho dos comandantes-gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (CNCGBM LIGABOM) aprovou em 25 de agosto de 2025 a Diretriz Nacional sobre garagens e locais com SAVE. A própria entidade esclarece que se trata de diretriz técnica e orientadora, e que a regulamentação definitiva cabe aos Corpos de Bombeiros estaduais.

Na resposta ao fogo, a Diretriz Nacional não contemplou as mantas corta-fogo, mas a compra não foi proibida, segundo o Sindiconet. O Coronel Max Schroeder, comandante da Escola Superior de Bombeiros de São Paulo, alerta que é extremamente perigoso uma pessoa sem treinamento e sem equipamento de proteção respiratória aplicar a manta diretamente sobre as chamas. Ele recomenda um bom treinamento de brigadas, para retirar as pessoas com segurança e permitir o acesso rápido dos bombeiros, os únicos que podem fazer o combate adequado.

Quando adotada, a manta é um recurso complementar de contenção, para uso por equipe treinada e equipada. Ela não substitui o acionamento do Corpo de Bombeiros, os sistemas exigidos pela Instrução Técnica nem o treinamento da brigada.

Em São Paulo, a regra de recarga em edificações está na Instrução Técnica 41 do Corpo de Bombeiros, atualizada pela Portaria 003/970/2026, de 17 de março de 2026, com dispositivos sobre Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE). As principais exigências divulgadas pela ABVE, pelo Sinduscon-SP e pelo Acessa.com são:

  • Proibido usar carregador portátil e ligar a recarga em tomada comum, com adaptador ou extensão.
  • Em áreas internas, somente os modos de recarga 3 (wallbox) e 4 (corrente contínua).
  • Instalação conforme as normas ABNT NBR 5410, NBR 17019 e NBR IEC 61851-1, feita por profissional com ART ou RRT, com aterramento e alimentação dedicada.
  • Ponto de desligamento manual de todos os carregadores no mesmo pavimento, a no máximo 5 metros da entrada principal da edificação, e outro a no máximo 5 metros dos equipamentos de recarga.
  • Botões de desligamento de cada ponto de recarga interligados à central de alarme.
  • Sinalização fotoluminescente com procedimentos de uso, localização dos desligamentos e procedimentos de emergência.

Cobertor antichama veicular da AVS: o que informa a ficha técnica

O Cobertor Antichama Veicular e Placas Fotovoltaicas, vendido pela AVS Mercantil, é uma manta corta-fogo para extinção por abafamento. Segundo a ficha, ele é indicado para fogo em equipamentos com baterias de lítio usadas em veículos, motos, bicicletas e patinetes elétricos, e em placas fotovoltaicas.

Segundo a ficha, o princípio é privar o fogo de oxigênio para que as chamas se apaguem. A ficha informa que o abafamento reduz a fumaça e os gases tóxicos emitidos pelos materiais em combustão. Como a fuga térmica pode continuar dentro da bateria, o uso da manta não dispensa o acionamento do Corpo de Bombeiros.

O tecido é de fibras minerais antichama, fibra de vidro com alto teor de silício, sem tratamento químico. Por isso, segundo a ficha, pode ser molhado sem perder as especificações técnicas. Suporta até 1100 °C, com ponto de ebulição de 1600 °C, pesa 2500 g/m², recebe silicone de alta temperatura nas duas faces e é costurado com fios reforçados de aço inox. As alças de arrasto, 3 de cada lado, facilitam o manuseio na operação.

  • Homologado pelos Corpos de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, atendendo às adequações exigidas para uso, conforme a ficha.
  • Laudo SENAI N-088-25-rev01, que a ficha apresenta como certificado de teste acreditado.
  • Relatório SGS do fabricante na China, conduzido conforme ASTM D6413 (resistência à chama de têxteis, teste vertical).
  • Atende ISO EN 13501-1 e ASTM D6413.
  • Atende a Classe I da norma técnica dos Bombeiros nº 10/2014, para grupos A e B.
  • Patente em andamento no INPI, pela apagarincendio.
CódigoEspessuraLarguraComprimentoPesoCorAlças de arrastoEmbalagem
SCBVS.06090,55mm6 m9 m32 kgCinza6 alças, 3 de cada ladoSaco tipo mochila
VCBVS.06090,45mm6 m9 mConsultarConsultarConsultarConsultar

Como pedir orçamento do cobertor antichama na AVS Mercantil

A AVS Mercantil é importadora e distribuidora, sediada em Vila Maria Alta, São Paulo/SP, e atua desde 2013. Atende empresas em todo o território nacional e também fora do Brasil, com pronta entrega para os itens de linha.

Para orçar, envie a especificação pelo formulário do site, pelo WhatsApp (11) 99347-4247 ou ligue para (11) 2011-2040. Informe o código ou a espessura desejada e a quantidade para que o time técnico indique o material adequado.

O atendimento comercial funciona de segunda a quinta, das 8 às 12h e das 13 às 18h, e na sexta, das 8 às 12h e das 13 às 17h.

Fontes consultadas

Dados de frota, ocorrências, testes e regras de recarga levantados em 11 de setembro de 2026, somente de fontes do Brasil e do estado de São Paulo. As informações do produto vêm da ficha técnica publicada no site da AVS Mercantil.

  • ABVE, frota eletrificada e emplacamentos de agosto de 2026, 9 de setembro de 2026: abve.org.br
  • evdrops, frequência de incêndios em carros elétricos e ausência de dados sobre o Brasil, 2 de março de 2026: evdrops.com.br
  • ContraFatos, carro elétrico destruído pelo fogo em garagem de São Sebastião, 18 de julho de 2026: www.contrafatos.com.br
  • VTV News, carro elétrico pega fogo em condomínio de Campinas, 1 de setembro de 2026: vtvnews.com.br
  • Sindiconet, carro elétrico pega fogo em condomínio de Campinas, 1 de setembro de 2026: www.sindiconet.com.br
  • AutoData, carros elétricos incendiados em testes com ABVE e Bombeiros, 3 de outubro de 2025: www.autodata.com.br
  • Poder360, bombeiros veem risco de incêndio com carros elétricos em prédios, 2 de setembro de 2024: www.poder360.com.br
  • ABVE, declaração do Major Ronaldo Ribeiro no workshop dos bombeiros, 9 de junho de 2025: abve.org.br
  • Terra, engenheiros explicam causas e riscos de fogo em carro elétrico, 7 de maio de 2026: www.terra.com.br
  • Sindiconet, bombeiros e carros elétricos em condomínios, atualizada em 5 de setembro de 2025: www.sindiconet.com.br
  • Canal VE, parecer técnico de recarga em prédios (proposta em consulta pública), 13 de novembro de 2025: canalve.com.br
  • Sinduscon-SP, alimentação de carros elétricos (proposta em consulta pública), 13 de novembro de 2025: sindusconsp.com.br
  • ABVE, nova regra para recarga em edifícios em SP, 18 de março de 2026: abve.org.br
  • Sinduscon-SP, bombeiros instruem sobre recarga de veículos elétricos, 18 de março de 2026: sindusconsp.com.br
  • Guia SegCI, texto da Portaria nº 003/970/2026 do Corpo de Bombeiros de SP: guiasegci.com.br
  • Acessa.com, regras de instalação de pontos de recarga atualizadas pelos bombeiros de SP, 17 de março de 2026: www.acessa.com
  • CBIC, LIGABOM publica diretriz sobre segurança em garagens e recarga de veículos elétricos, 27 de agosto de 2025: cbic.org.br
  • LIGABOM, Diretriz Nacional sobre garagens e locais com SAVE, documento hospedado pela ABVE, 25 de agosto de 2025: abve.org.br
  • AVS Mercantil, ficha técnica do Cobertor Antichama Veicular e Placas Fotovoltaicas: www.avsmercantil.com.br

Produtos citados neste artigo

Fichas completas, com dados técnicos e códigos, na linha Cortinas e mantas da AVS Mercantil:

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Perguntas frequentes

Existe estatística oficial de incêndio em carro elétrico no Brasil?

Não localizamos estatística nacional consolidada até setembro de 2026. O portal evdrops afirmou em março de 2026 que ainda não há dados sobre o Brasil, e o que se encontra são casos noticiados e testes, como os feitos pela ABVE com o Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Por que um incêndio em carro elétrico pode voltar depois de apagado?

Porque a fuga térmica é uma reação autossustentável dentro da bateria, que fica selada e dificulta o acesso às células. Por isso especialistas falam em resfriar a bateria por completo, e o Corpo de Bombeiros de São Paulo aponta alto risco de reignição.

Posso carregar carro elétrico em tomada comum na garagem do prédio em São Paulo?

Não. A Instrução Técnica 41 do Corpo de Bombeiros de São Paulo, atualizada em março de 2026, proíbe carregadores portáteis e a recarga em tomadas comuns, com adaptadores ou extensões, e em áreas internas só admite os modos de recarga 3 e 4.

O cobertor antichama veicular pode ser molhado?

Sim. Segundo a ficha da AVS, o tecido de fibras minerais não recebe tratamento químico e pode ser molhado sem perder as especificações técnicas.

O cobertor antichama serve para moto, bicicleta e patinete elétricos?

Sim. A ficha indica o cobertor para fogo em baterias de lítio de veículos, motos, bicicletas e patinetes elétricos, além de placas fotovoltaicas.

Quanto pesa o cobertor antichama veicular SCBVS.0609?

O modelo SCBVS.0609 tem 0,55mm de espessura, 6 m de largura por 9 m de comprimento e pesa 32 kg. Ele vem em saco tipo mochila, com 6 alças de arrasto.

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